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segunda-feira, 30 de março de 2020

POR MICHELE ROCHA ::
Há um ano e cinco meses, minha família passou por um verdadeiro caos. Um dos meus afilhados e sobrinho, na época com sete anos, sofreu um AVC. Um dia vou escrever essa história, mas hoje só vou usá-la para tentar explicar um sentimento. Estes momentos avassaladores nos proporcionam encontros com a nossa vulnerabilidade e a incerteza.

sábado, 18 de janeiro de 2020

POR LU CANDIDO :: 
Sentou-se no chão diante da mala enorme. Havia dado uma missão a si mesma: desfazer-se de tudo que não era útil ou não fazia sentido. Pra dizer a verdade, estava mais para um dever de casa da terapia. Entre as comorbidades da doença, estava uma incômoda tendência à acumulação e ao colecionismo.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019


POR LU CANDIDO ::
Lembrei-me de um filme que assisti há muitos anos, numa sala de cinema alternativa de Porto Alegre, matando tempo entre uma aula e outra da faculdade. Mesmo procurando, fiquei surpresa ao encontrá-lo no YouTube. “Uma Relação Pornográfica” (“Une Liaison Pornographique” – Bélgica/França, 1999) é um filme independente, de baixo orçamento, do diretor belga Frédéric Fonteyne.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

POR LU CANDIDO :: 
“Não é ruim você sentir a vida com emoções profundas. Isso não é um problema. Talvez você tenha uma capacidade emocional muito baixa e pense que é uma doença.”

quinta-feira, 27 de junho de 2019

POR LU CANDIDO :: 
Intrigadas com um fenômeno que detectamos há algum tempo, uma amiga e eu decidimos transformar nossas observações em pesquisa científica. Chamamos o nosso projeto de The Ghostman e elaboramos nossas hipóteses.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

POR LU CANDIDO ::
Ela estava na cozinha. Escrevia enquanto esperava o frango assar e o arroz secar. Não era uma dona de casa, não queria ser. Eram 19h30, e estava farta. Não por estar cozinhando, mas pela simbologia por trás disso. Servir, servir, servir. Não seria ruim em outro contexto. Seria bem legal talvez. Sentia aquele mal-estar de quem pensa demais, e escrever era seu escape.

quinta-feira, 9 de maio de 2019


POR LU CANDIDO ::
Outro dia, estava numa roda de amigos e, como normalmente acontece, surgiu o assunto relacionamentos. Então, uma pessoa que, assim como eu, é portadora de transtorno bipolar, levantou uma questão: ele disse que quando conhece alguém e começa a se relacionar nunca sabe se tem que contar que tem TB, quando contar, como contar.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

POR WALTER M. :: 
Do que eu mais me lembro dela são seus grandes olhos verdes. Contrastavam com sua pele morena e rosto delicado moldurado por cabelos cacheados castanhos claros. E, claro, aquele sorriso que alargava uma boca pequena de lábios delicados.

Chamava-se Fernanda.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

POR WALTER M. :: 
Vamos falar sobre o amor? Calma, não vamos invocar aquelas frases insuportavelmente reproduzidas nas redes sociais e desgraçadamente creditadas a Caio F. Abreu ou Clarice Lispector. Tampouco decretar de pronto que “o amor não existe”, talvez dito com certa frequência por aquele seu amigo que se recusa a largar uma vida de solteirice e tudo o que ela proporciona. Vamos começar por partes.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019


POR RODRIGO BARRENECHEA ::
Não, este não é um texto sobre a superficialidade nas relações contemporâneas. Prometo voltar a esse assunto numa próxima oportunidade. Este é um relato de como precisamos, ocasionalmente, afastar-nos de quem amamos para não nos ferir mais com amores não correspondidos.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

POR WALTER M.::
Um segurança com uma barra de ferro persegue o cãozinho acuado. Minutos depois, o cachorro está deitado, arrastando-se sob manchas de sangue, agonizando. Confesso que não consegui assistir às imagens por muito tempo. Acredito que muita gente não tenha conseguido também. A morte do cãozinho no Carrefour de Osasco causou uma enorme comoção, e não foi por menos. Foi algo sádico, monstruoso e torpe.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

POR LU CANDIDO :: 
Eram três, uma grande e duas menores. Dentro delas, calças, camisas, blusas, saias e vestidos contorcidos brigavam por espaço. Não coube tudo, mas ela podia voltar depois para pegar o resto.